terça-feira, 14 de junho de 2016

“Reportagem no “Jornal de Ciclismo” do “2º Passeio do Vitória Clube Lisboa.2016”

Já está on-line a reportagem no “Jornal de Ciclismo”, do “2º Passeio do Vitória Clube Lisboa.2016” realizado no domingo em Lisboa, a mesma pode ser visualizada em: http://jornalciclismo.com/?p=42601 ou em: http://jornalciclismo.com/ onde pode ainda visualizar outras notícias.

“Francisco Duarte da Sicasal - Liberty Seguros - Bombarralense 3º no 60º Circuito de Santo António em Amares”

“Francisco Duarte da Sicasal - Liberty Seguros - Bombarralense 3º no 60º Circuito de Santo António em Amares”

No passado fim-de-semana de 11 e 12 de junho a equipa da Sicasal – Liberty Seguros – Bombarralense disputou duas provas do calendário do Minho. No sábado disputamos o 28º Circuito de Avidos, promovido pela Associação de Ciclismo do Minho e pelo Centro Ciclista de Avidos de Vila Nova de Famalicão. No domingo disputamos o 60º Circuito de Santo António de Amares.

No sábado na corrida de juniores, o melhor qualificado da equipa foi Daniel Silva (Sicasal/Liberty Seguros/Bombarralense) em 5º lugar com a equipa a trabalhar muito e coesa, mas a ser vitima de azeres incluindo queda de alguma gravidade de Diogo Ferreira.
Pontuável para a Taça do Minho de Ciclismo de Estrada - Arrecadações da Quintã, o 28º Circuito de Avidos integrou corridas para as categorias de cadetes e de juniores, começando ambas junto à sede do Centro Ciclista de Avidos (Vila Nova de Famalicão) e terminando também na localidade sede do clube minhoto.

Com a participação de centena e meia de jovens atletas, a competitividade e a emoção foram tónicas marcantes das corridas do 28º Circuito de Avidos, assim como a presença de muito público que não é apenas uma característica das provas de ciclismo no Minho mas em especial em Avidos onde a entusiástica população incentiva e apoia os jovens corredores do princípio ao fim das provas.

Qualificações:
5º - Daniel Silva
20º - Daniel Marcos
37º - Pedro Poeira
38º - Cláudio Bessa
por equipas
8º - Sicasal – Liberty Seguros - Bombarralense

Já no domingo no Circuito de Santo António de Amares, Francisco Duarte alcança o 3º lugar seguido de Diogo Ferreira em 4º e Pedro Poeira á porta do Top 20 em 21º.

Circuito de Amares é também pontuável para a Taça do Minho de Ciclismo de Estrada - Arrecadações da Quintã, integrado no programa das Festas d´Amares - Santo António 2016, é das mais antigas provas de ciclismo do País, o prestigiado Circuito de Santo António de Amares foi organizado conjuntamente pela Associação de Ciclismo do Minho, AFAA - Associação das Festas Antoninas de Amares e Câmara Municipal de Amares. Um pelotão de 70 corredores alinhou à partida para efetuar um percurso de 86 quilómetros com início e final na Praça do Comércio.

Com constantes movimentações no pelotão, o 60º Circuito de Santo António de Amares pautou-se pela competitividade e emoção, sendo ainda de assinalar o muito público que marcou presença ao longo do percurso da prova.

Na competição por equipas a Sicasal – Liberty Seguros – Bombarralense não se deixou abater pêlos azares do dia anterior e conquistou o 2º lugar do Pódio.

Das mais antigas provas de ciclismo do País, o prestigiado Circuito de Santo António de Amares foi organizado conjuntamente pela Associação de Ciclismo do Minho, AFAA - Associação das Festas Antoninas de Amares e Câmara Municipal de Amares. Um pelotão de 70 corredores alinhou à partida para efectuar um percurso de 86 quilómetros com início e final na Praça do Comércio.

Com constantes movimentações no pelotão, prova pautou-se pela competitividade e emoção, sendo ainda de assinalar o muito público que marcou presença ao longo do percurso da prova.

Qualificações:
3º- Francisco Duarte
4º - Diogo Ferreira
21º - Pedro Poeira
28º - Daniel Silva
29º - Daniel Marcos
31º - Rafael Piedade
33º - Cláudio Bessa
35º - João Antunes
por equipas
2º - Sicasal – Liberty Seguros – Bombarralense

Fonte: Bombarralense

“Peregrinação a Santiago de Compostela Intercaimabike”

Por: Nuno Almeida

Na passada sexta-feira, dia 10/06/2016, cinco atletas do Intercaimabike/Polisport/Lojas da Visão, iniciaram mais uma peregrinação a Santiago de Compostela, onde dois deles (Per Hammer e Nuno Rodrigues), fizeram o Caminho da Costa durante 3 dias, arrancando da sé do Porto e os outros três elementos (Carlos Almeida, Jorge Martins e Nuno Almeida), fizeram um misto do Caminho da Costa e do Caminho Português em apenas um dia, tendo como local de partida Vale de Cambra, numa extensão total de 300Kms em 13 horas de pedal, sempre em autonomia total.

O grupo de 3 atletas arrancou de Vale de Cambra, por volta das 5.15h da manhã com uma chuva miudinha, tocada a vento de Norte, mas nem isso os demoveu da jornada e desafio, a que se tinham proposto, chegar a Santiago em apenas um dia. A chuva lá deu tréguas no alto da Arrifana, mas o vento nunca mais os deixou até ao destino, dificultando ainda mais essa jornada.

Já em pleno recinto da Sé do Porto, os atletas durante uma preze foram abençoados por um padre, que se prontificou a rezar pelos peregrinos, que dali partiam rumo aos Caminhos de Santiago.

Pelo Caminho, foram passando pelas localidades da Maia, Vila do Conde, Póvoa do Varzim, Esposende, Viana do Castelo, Vila Praia de Âncora, Moledo e Caminha.

Chegando a Caminha por volta das 12:30h, e com o intuito de atravessar para La Guardia de ferry, depararam que o horário do ferry, derivado ao dia feriado, apenas partia às 16.15h, deitando assim por terra, os planos de chegar a Santiago nesse dia, mas como o Português é perito em improviso, arranjou-se logo solução, na alteração do percurso para Valença e daí fazer o Caminho Português para Santiago.

Seguindo a Nacional 13, com passagem por Cerveira, logo chegaram a Valença, local de passagem para o país vizinho, e daí seguindo para Tui, O Porriño, Redondela, Pontevedra, Caldas de Reis, Padron e pelas 21:30h, finalmente Santiago de Compostela.

Depois das habituais fotos no recinto da catedral, dirigiram-se para a estação dos comboios, com o intuito de ir para Vigo, onde na manhã seguinte apanhariam o comboio Português para o Porto, mas a última ligação para Vigo já tinha sido à 30 minutos atrás, levando a nova mudança de planos, ficar em Santiago nessa noite.

Iniciada uma extensa busca de dormida pelos hotéis de Santiago, veio a tornar-se infrutífera, pois estavam todos lotados, assim e já com o corpo a pedir alimento, jantaram e aproveitaram para descansar num restaurante no centro da cidade.

Como o destino foi sempre a catedral de Santiago, foi decidido que passariam a noite no seu recinto, até às 7:30h da manhã, hora do 1º comboio que os levaria a Vigo, seguido do comboio Português às 9horas, com rumo ao Porto, onde a boleia os aguardava para retorno a casa.

 Os outros 2 elementos do Intercaimabike, percorreram o Caminho da Costa e chegaram a Santiago no dia 12/06, efetuando o retorno por transporte pessoal.

Fonte: Intercaima
 

 

“Maior caravana de sempre na 18.ª edição do Portugal de Lés-a-Lés”

Da animação de Albufeira à tranquilidade de V. Pouca de Aguiar, a maioridade de aventura ímpar

Com recordista caravana de 1684 participantes em mais de 1500 motos, a 18.ª edição do Portugal de Lés-a-Lés ligou Albufeira a Vila Pouca de Aguiar, com passagem pelo Luso e Buçaco, em 1000 quilómetros de descoberta. De novas paisagens e sabores, de novas estradas e monumentos, de novos recantos e amizades. Tudo servido em doses generosas, em duas etapas de configuração bem diferente na chegada à maioridade, mantendo intacta capacidade de reinvenção a cada ano que passa, em aventura que nunca se repete.

O maior pelotão de sempre na maior maratona mototurística da Europa garantiu números astronómicos. Ao todo, mais de milhão e meio de quilómetros na travessia de Portugal Continental à moda antiga, iniciado com Passeio de Abertura que mostrou o concelho albufeirense, desde os icónicos locais de diversão noturna das décadas de 1980 ou 09 até à atualidade, como o Kiss ou o Kadoc, passando pelas mais famosas praias, de Olhos de Água à Falésia, da Galé a St.ª Eulália. Pelo meio tempo para molhar os pés no primeiro dos 20 postos do controlo do evento organizado pela Comissão de Mototurismo da Federação de Motociclismo de Portugal, com excelente encenação dos sempre bem-dispostos elementos do Moto Clube de Albufeira.

Tempo também para as cerca de duas centenas de mototuristas espanhóis, de vários franceses, holandeses, polacos, sul-africanos, brasileiros, angolanos, italianos, eslovenos, suíços e de outras nacionalidades provarem cerveja artesanal algarvia com sugestivo nome de Marafada ou os doces regionais da Santa Casa da Misericórdia da Albufeira. O momento histórico do dia centrou-se na visita ao Castelo de Paderne, um “hisn”, pequena fortificação rural fundada pelos almóadas na segunda metade do século XII e o último bastião árabe conquistado em território nacional e que, por isso, mereceu honra de ser um dos sete castelos representados na bandeira nacional.

O pequeno farol da Ponta de Baleeira foi outro dos pontos mostrado com orgulho pelo presidente da Câmara Municipal de Albufeira e motociclista convicto, Carlos Eduardo da Silva e Sousa à longa lista de participantes que inclui nomes bem conhecidos de outras áreas como Cândido Barbosa, o ciclista português com maior número de vitórias, Armindo Araújo, o bicampeão mundial de ralis da categoria Produção, ou o ator Alexandre Martins. E que se fizeram à estrada juntamente com 14 condutoras, o presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Marques, e o vice-presidente da CM Paredes, Pedro Mendes, bem como os aventureiros que alinharam aos comandos de pequenos ciclomotores de 50 cc de fabrico nacional ou nas eternas Vespa, em aventura bem lusitana, forma ímpar de festejar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.



Prazer de condução ímpar na mais longa ligação do Lés-a-Lés, entre a costa algarvia e a Serra do Buçaco


Com 13 horas de duração, tempo suficiente para ligar Albufeira à cidade francesa de Bordéus, dentro dos limites de velocidade, a primeira etapa do 18.º Portugal de Lés-a-Lés foi pródiga em bons momentos de condução. Muito por culpa da N2, a fabulosa estrada que é a maior do País, ligando Chaves ao centro de Faro ao longo de 738,5 quilómetros de bom piso e muitas curvas.

 

Jornada madrugadora na mais longa etapa da história da maratona organizada pela Federação de Motociclismo de Portugal, em ligação de Albufeira ao Bussaco Palace Hotel ao longo de 553 quilómetros, dia que surpreendeu os mais de 1650 motociclistas que começaram a partir da Praia dos Pescadores às 5 horas e 30 minutos, ainda noite escura. O anunciado calor que prometia tornar a etapa em verdadeiro inferno acabou por não se concretizar, fintando as previsões meteorológicas, para dar lugar a um tempo fresco, agradável para a prática da modalidade, e até ameaças de chuva. Pingos que não intimidaram ninguém, com os fatos de chuva mantidos bem no fundo das malas, rolando sem preocupações de maior em verdadeiras estradas à Lés-a-Lés. Como o troço da N396 pleno de curvas sensuais, bem à medida dos motociclistas mais maduros, debruado a ciprestes, sobreiros e medronheiros e cujos atributos valeram ser rebatizado de “estrada Sofia Loren”.

Travessia do barrocal algarvio e regresso à N2 com o troço entre S. Brás de Alportel e Almodôvar, classificado em 2003 como a primeira e única Estrada Património. Criada em 1945 como importante espinha dorsal do ainda incipiente sistema rodoviário nacional, a N2 atravessa 11 distritos, 38 concelhos, oito províncias, quatro serras e 11 rios. E serviu para abrir apetite para um café e bolos regionais na sede do Moto Clube de Almodôvar, primeira paragem de dia longo, abastecido à base de cafeína, petiscos ligeiros e muita água. Momentos de paragem que ajudam, também, a recuperar o fôlego, sempre envolvidos por soberbas paisagens como a apreciada das margens da Barragem do Roxo, onde a SW-Motech ajudou a servir mais uma petisquice. Ou por tesouros patrimoniais como a Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Ferreira do Alentejo, ou a imponente Igreja Matriz das Alcáçovas, monumento de tamanha grandeza que quase abafa a centenária povoação...

Pelo meio tempo para mais «brincadeiras» como a protagonizada por elementos de dois dos mais antigos e ativos moto clubes do País, com o Moto Clube do Porto a aconselhar curas de emagrecimento para conseguir passar em estreita viela em Torrão, enquanto os Motards do Ocidente, fazendo alarde da sua antiguidade, disfarçaram-se de homens pré-históricos para controlar a Anta de Pavia. Mas, numa etapa que por força da distância entre Albufeira e o Luso/Bussaco, foi traçada o mais a direito possível, não podiam faltar uns quantos desvios para visitar marcos importantes como o Castelo de Arraiolos, de singular arquitetura de planta elíptica, onde a Honda recebeu todos os motociclistas com deliciosas empadas de frango e fresca salada de fruta. Comida ligeira porque vinham aí os momentos radicais do dia, com a travessia da Ribeira de Sor através de espetacular ponte pedonal de design futurista, mesmo antes da passagem a vau da Ribeira da Margem onde foi possível molhar… as rodas das motos e os pés dos condutores. Desvio pensado pelos diretores do CCRD Ferraria, que fizeram jus à excelente organização da prova do Nacional de Todo-o-Terreno e marcaram um pequeno percurso em terra e areia solta que fez as delícias dos mais experientes nestas coisas do off-road e deixou os nervos em franja aos menos rodados.


Vá lá que a paragem em Gavião ajudou a restabelecer o ritmo cardíaco de uns e deu tempo para contar as estórias de outros, preparando continuação de viagem que teve estreante travessia do Tejo através da Ponte de Alvega, vislumbrando as torres da Central Termo Elétrica que consome carvão e gás natural chegados do porto de Sines. E, sem parar no Picoto da Milriça, ponto obrigatório das primeiras edições do Lés-a-Lés, a caravana passou, ao longo de mais de 4 horas, mesmo ao lado do Centro Geodésico de Portugal rumo à Sertã.

Mas o melhor estava para chegar, com a radical visita à ponte Filipina sobre o rio Zêzere, estreia absoluta no Lés-a-Lés e que sublinha o espírito inicial de mostrar como se percorria o País nos tempos de antanho. A única ligação existente entre Pedrogão Pequeno e Pedrogão Grande, que é como quem diz, entre os distritos de Castelo Branco e Leiria. Entre ancestrais muros de pedra e enormes sobreiros, através de muito íngreme descida empedrada, foram os mais corajosos (por acaso a grande maioria dos participantes!) até à ponte construída em 1610 e que só deixou de ser utlizada em 1970, com a construção da barragem do Cabril. E como depois de uma descida há, quase sempre, uma subida, tempo para transpirar rampa acima até à Ermida da Nossa Senhora dos Milagres onde Oásis Bomcar, concessionário BMW em Leiria, permitia relaxar e refrescar a garganta.

Próximo destino: Góis! Palco de uma das mais agradáveis concentrações nacionais, o espaço junto ao rio Ceira onde está a nova e belíssima sede do Góis Moto Clube, acolheu a última paragem antes da entrada na Mata Nacional do Bussaco, onde apenas houve tempo para vislumbrar pequena porção dos 105 hectares murados. Local do último controlo do dia, feito por soldados napoleónicos mesmo em frente ao Palace Hotel e pouco depois de passagem à porta do Museu Militar. Visita possível graças ao apoio da Fundação Mata do Bussaco, com os sensibilizados motociclistas a retribuírem com importante apoio que ajudará a manutenção de tão importante património botânico. Tempo ainda para apreciar, do lado de fora, o palácio construído a partir de 1885 e que desde 1917 é considerado como um dos mais românticos e belos hotéis do Mundo, antes de descer até ao Luso, com palanque instalado mesmo junto à fonte da não menos famosa água. Local onde a associação de hoteleiros e amigos do Luso, Aqua Cristalina preparou agradável festa para a receção de todos os participantes, portugueses, espanhóis, suíços, italianos, polacos, sul-africanos, eslovenos, brasileiros, angolanos e de outras nacionalidades.

 

Mototurismo de eleição desde a fonte da água do Luso até à nascente das Pedras Salgadas 

Com promessas de uma tirada mais tranquila, com mais e maiores pausas ao longo do dia, a ligação entre o Luso e Vila Pouca de Aguiar, ou melhor junto mesmo à nascente da água das Pedras Salgadas, cumpriu expectativas de ritmo mais mototurístico. Ainda assim, jornada exigente por força de percurso com poucas rectas e muitas, imensas curvas ao longo dos pouco menos de 300 quilómetros que ligam as mais famosas águas termais portuguesas. Em dia que nada nem ninguém meteu água…

Tempo de rumar mais para interior do mapa nacional, com forte nevoeiro matinal a impedir desfrutar na plenitude da luxuriante serra do Bussaco, conferindo aura de ambiente quase místico, que se acentuaria na lagoa da Barragem da Aguieira. Arranque ao longo da curvilínea estrada N234 que haveria de levar a caravana, ainda meio ensonada, até Mortágua e daí até Santa Comba Dão. Terra «colocada no mapa» pelo seu cidadão mais conhecido, António de Oliveira Salazar, figura incontornável da História de Portugal, com direito a conhecer o local onde nasceu e o sítio onde jaz o estadista.

Animação bem maior em São João de Areias onde os motociclistas foram brindados com espetáculo de qualidade realmente surpreendente. A Khaganiço Orchestra é uma banda que permite aos jovens músicos da Sociedade Filarmónica Fraternidade de S. João de Areias experimentarem novos caminhos, extrapolando a formação musical mais clássica com bem conseguidos arranjos de muitos sucessos. “Hits” portugueses como internacionais, reformulados sempre com recurso aos instrumentos mais habituais numa orquestra filarmónica do que em banda pop ou rock. Pelo caminho, oportunidade para dar os bons-dias aos habitantes acordados por tão madrugadora algazarra que, estremunhados e plenos de curiosidade, não hesitaram em sair da cama em pijama para acenar aos aventureiros que passavam.

Foi preciso chegar às Minas da Urgeiriça, que ainda tem mais de 300 toneladas de urânio armazenadas e um túnel de quatro quilómetros até Nelas, para começar a vislumbrar o sol que haveria de acompanhar a bem disposta turba até ao norte de Portugal. Céu limpo para melhor apreciar a espantosa vila de Santar, uma das que no nosso País possui maior número de solares e casas brasonadas, incluindo o Paço dos Cunhas, galardoado em 2009 como melhor local de enoturismo em solo nacional e onde estava instalado o Oásis da Yamaha. Penalva do Castelo e Satão foram os pontos seguintes no mapa da edição 2016 do Portugal de Lés-a-Lés, com nova e rápida estrada até à surpreendente praia fluvial em Vila Cova à Coelheira. Onde a beleza do rio Covo é engrandecida com muito aprazível espaço envolvente, onde a Antero, concessionário BMW em Vila Nova de Gaia, acolheu os mais de 1650 mototuristas. E, não fosse o diabo tecê-las, contou com a ajuda de «duas» nadadoras salvadoras, no mais puro estilo Bay Watch (ou Marés Vivas, que para o caso vai dar ao mesmo…) que ofereciam a possibilidade de tirar uma fotografia em todo o seu esplendor ao mesmo tempo que colocam mais um furo na tarjeta que atesta o cumprimento da totalidade do percurso da grande maratona.


Mais surpresas em insuspeita aldeia de nome Pendilhe onde os canastros, variante em madeira de construção para guardar o milho e também conhecidos por espigueiros, e o museu propositadamente aberto ao sábado para visitantes motociclistas, anteciparam agradável petisquice de bola de carne e outras joias da culinária regional. Com frondosa vegetação a fazer questionar se ainda seria o mesmo País da Albufeira que viu partir os motards, lá foi o trajeto alternando entre a omnipresente N2 e muitas outras estradas de nome (perdão, número…) menos sonante mas nem por isso menos entusiasmantes. Lazarim, mesmo sem os caretos que por ali animam o Entrudo mas com os amigos do Moto Clube de Prado; Lalim e as suas casas brasonadas; ou Dalvares e a Casa do Paço onde funciona o Museu do Espumante; foram aperitivos para nova visita à Ponte e Torre de Ucanha, fonte de inspiração para a Via Verde, criando as portagens há muitos séculos. Exemplo marcante do peso histórico da região é ainda o mosteiro de Salzedas, localidade que se destaca também pela surpreendente e muitas vezes esquecida judiaria medieval e onde foi possível entrar depois de pedir a chave à senhora do café em frente. Vá lá que os Moto Galos de Barcelos chegaram mais cedo e preparam tudo!

Atravessado o rio Douro na barragem da Régua, também conhecida como de Bagaúste, rumou a caravana em jeito de verdadeiro carrossel motorizado subindo as encostas durienses, com a ajuda do Moto Clube da Régua, em direção à Meca dos Xassos, onde a 23 e 24 de Julho se realizam as “3 Horas de Resistência de 50 cc”. Prova que mostra a enorme paixão que se vive em Fontes pelos desportos motorizados e que atrai dezenas de pilotos e milhares de espectadores, transformando por completo a pequena localidade do concelho de Santa Marta de Penaguião. E já que de corridas se fala, nota para a passagem no circuito de Vila Real, apreciando os últimos retoques, da pintura dos corretores de trajetória à colocação de rails e redes de segurança, a pensar na próxima jornada do Mundial de Carros de Turismo (WTCC) que chega à capital transmontana a 24 de Junho para intenso fim-de-semana de competição.

Ligação que colocou à prova as pequenas mas esforçadas cinquentinhas e até diversas 125 cc, com as íngremes subidas a Fontes e a escalada da serra do Marão pela menos conhecida e mais exigente das encostas. Do novíssimo túnel do Marão que completou a A4, apenas um rápido vislumbre que o Lés-a-Lés é passeio para outras estradas, recordando como se viajava em Portugal no tempo dos nossos avós.

Vias rodoviárias que, com renovado asfalto e uma ou outra alteração de traçado, foram utilizadas na caminhada até Vila Pouca de Aguiar, passando pelo vale de Jales, que já viveu dias de maior animação, quando o complexo mineiro ali laborava a todo o vapor na extração aurífera, e por deliciosa vegetação, dos muitos carvalhos aos pinheiros do Oregon. Vila que já se prepara para a partida da edição de 2017 do Portugal de Lés-a-Lés, faltando apenas confirmar a data exata que, como acontece desde 1999, será algures no mês de Junho. E daí até ao derradeiro palanque, instalado mesmo ao lado da nascente das águas das Pedras Salgadas, foi um saltinho, com direito a passeio para desentorpecer as pernas no Parque Termal, onde o Rei D. Carlos tanto gostava de passar largas temporadas. Agora foram os motociclistas reis e senhores deste espaço, ponto final de aventura intensa, com duas etapas bem diferentes, do longo esticão de Sul ao Centro no primeiro dia, ao mais requintado espírito mototurístico da ligação a Norte. Mas sempre com o entusiasmo que só o Portugal de Lés-a-Lés consegue despertar.


Maior caravana de sempre na 18.ª edição do Portugal de Lés-a-Lés

da animação de Albufeira à tranquilidade de V. Pouca de Aguiar


A maioridade de aventura ímpar


 
Com recordista caravana de 1684 participantes em mais de 1500 motos, a 18.ª edição do Portugal de Lés-a-Lés ligou Albufeira a Vila Pouca de Aguiar, com passagem pelo Luso e Buçaco, em 1000 quilómetros de descoberta. De novas paisagens e sabores, de novas estradas e monumentos, de novos recantos e amizades. Tudo servido em doses generosas, em duas etapas de configuração bem diferente na chegada à maioridade, mantendo intacta capacidade de reinvenção a cada ano que passa, em aventura que nunca se repete. 

O maior pelotão de sempre na maior maratona mototurística da Europa garantiu números astronómicos. Ao todo, mais de milhão e meio de quilómetros na travessia de Portugal Continental à moda antiga, iniciado com Passeio de Abertura que mostrou o concelho albufeirense, desde os icónicos locais de diversão noturna das décadas de 1980 ou 09 até à atualidade, como o Kiss ou o Kadoc, passando pelas mais famosas praias, de Olhos de Água à Falésia, da Galé a St.ª Eulália. Pelo meio tempo para molhar os pés no primeiro dos 20 postos do controlo do evento organizado pela Comissão de Mototurismo da Federação de Motociclismo de Portugal, com excelente encenação dos sempre bem-dispostos elementos do Moto Clube de Albufeira.

Tempo também para as cerca de duas centenas de mototuristas espanhóis, de vários franceses, holandeses, polacos, sul-africanos, brasileiros, angolanos, italianos, eslovenos, suíços e de outras nacionalidades provarem cerveja artesanal algarvia com sugestivo nome de Marafada ou os doces regionais da Santa Casa da Misericórdia da Albufeira. O momento histórico do dia centrou-se na visita ao Castelo de Paderne, um “hisn”, pequena fortificação rural fundada pelos almóadas na segunda metade do século XII e o último bastião árabe conquistado em território nacional e que, por isso, mereceu honra de ser um dos sete castelos representados na bandeira nacional.

O pequeno farol da Ponta de Baleeira foi outro dos pontos mostrado com orgulho pelo presidente da Câmara Municipal de Albufeira e motociclista convicto, Carlos Eduardo da Silva e Sousa à longa lista de participantes que inclui nomes bem conhecidos de outras áreas como Cândido Barbosa, o ciclista português com maior número de vitórias, Armindo Araújo, o bicampeão mundial de ralis da categoria Produção, ou o ator Alexandre Martins. E que se fizeram à estrada juntamente com 14 condutoras, o presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Marques, e o vice-presidente da CM Paredes, Pedro Mendes, bem como os aventureiros que alinharam aos comandos de pequenos ciclomotores de 50 cc de fabrico nacional ou nas eternas Vespa, em aventura bem lusitana, forma ímpar de festejar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.

Prazer de condução ímpar na mais longa ligação do Lés-a-Lés, entre a costa algarvia e a Serra do Buçaco

 
Com 13 horas de duração, tempo suficiente para ligar Albufeira à cidade francesa de Bordéus, dentro dos limites de velocidade, a primeira etapa do 18.º Portugal de Lés-a-Lés foi pródiga em bons momentos de condução. Muito por culpa da N2, a fabulosa estrada que é a maior do País, ligando Chaves ao centro de Faro ao longo de 738,5 quilómetros de bom piso e muitas curvas.

 

Jornada madrugadora na mais longa etapa da história da maratona organizada pela Federação de Motociclismo de Portugal, em ligação de Albufeira ao Bussaco Palace Hotel ao longo de 553 quilómetros, dia que surpreendeu os mais de 1650 motociclistas que começaram a partir da Praia dos Pescadores às 5 horas e 30 minutos, ainda noite escura. O anunciado calor que prometia tornar a etapa em verdadeiro inferno acabou por não se concretizar, fintando as previsões meteorológicas, para dar lugar a um tempo fresco, agradável para a prática da modalidade, e até ameaças de chuva. Pingos que não intimidaram ninguém, com os fatos de chuva mantidos bem no fundo das malas, rolando sem preocupações de maior em verdadeiras estradas à Lés-a-Lés. Como o troço da N396 pleno de curvas sensuais, bem à medida dos motociclistas mais maduros, debruado a ciprestes, sobreiros e medronheiros e cujos atributos valeram ser rebatizado de “estrada Sofia Loren”.

Travessia do barrocal algarvio e regresso à N2 com o troço entre S. Brás de Alportel e Almodôvar, classificado em 2003 como a primeira e única Estrada Património. Criada em 1945 como importante espinha dorsal do ainda incipiente sistema rodoviário nacional, a N2 atravessa 11 distritos, 38 concelhos, oito províncias, quatro serras e 11 rios. E serviu para abrir apetite para um café e bolos regionais na sede do Moto Clube de Almodôvar, primeira paragem de dia longo, abastecido à base de cafeína, petiscos ligeiros e muita água. Momentos de paragem que ajudam, também, a recuperar o fôlego, sempre envolvidos por soberbas paisagens como a apreciada das margens da Barragem do Roxo, onde a SW-Motech ajudou a servir mais uma petisquice. Ou por tesouros patrimoniais como a Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Ferreira do Alentejo, ou a imponente Igreja Matriz das Alcáçovas, monumento de tamanha grandeza que quase abafa a centenária povoação...

Pelo meio tempo para mais «brincadeiras» como a protagonizada por elementos de dois dos mais antigos e ativos moto clubes do País, com o Moto Clube do Porto a aconselhar curas de emagrecimento para conseguir passar em estreita viela em Torrão, enquanto os Motards do Ocidente, fazendo alarde da sua antiguidade, disfarçaram-se de homens pré-históricos para controlar a Anta de Pavia. Mas, numa etapa que por força da distância entre Albufeira e o Luso/Bussaco, foi traçada o mais a direito possível, não podiam faltar uns quantos desvios para visitar marcos importantes como o Castelo de Arraiolos, de singular arquitetura de planta elíptica, onde a Honda recebeu todos os motociclistas com deliciosas empadas de frango e fresca salada de fruta. Comida ligeira porque vinham aí os momentos radicais do dia, com a travessia da Ribeira de Sor através de espetacular ponte pedonal de design futurista, mesmo antes da passagem a vau da Ribeira da Margem onde foi possível molhar… as rodas das motos e os pés dos condutores. Desvio pensado pelos diretores do CCRD Ferraria, que fizeram jus à excelente organização da prova do Nacional de Todo-o-Terreno e marcaram um pequeno percurso em terra e areia solta que fez as delícias dos mais experientes nestas coisas do off-road e deixou os nervos em franja aos menos rodados.

Vá lá que a paragem em Gavião ajudou a restabelecer o ritmo cardíaco de uns e deu tempo para contar as estórias de outros, preparando continuação de viagem que teve estreante travessia do Tejo através da Ponte de Alvega, vislumbrando as torres da Central Termo Elétrica que consome carvão e gás natural chegados do porto de Sines. E, sem parar no Picoto da Milriça, ponto obrigatório das primeiras edições do Lés-a-Lés, a caravana passou, ao longo de mais de 4 horas, mesmo ao lado do Centro Geodésico de Portugal rumo à Sertã.

Mas o melhor estava para chegar, com a radical visita à ponte Filipina sobre o rio Zêzere, estreia absoluta no Lés-a-Lés e que sublinha o espírito inicial de mostrar como se percorria o País nos tempos de antanho. A única ligação existente entre Pedrogão Pequeno e Pedrogão Grande, que é como quem diz, entre os distritos de Castelo Branco e Leiria. Entre ancestrais muros de pedra e enormes sobreiros, através de muito íngreme descida empedrada, foram os mais corajosos (por acaso a grande maioria dos participantes!) até à ponte construída em 1610 e que só deixou de ser utlizada em 1970, com a construção da barragem do Cabril. E como depois de uma descida há, quase sempre, uma subida, tempo para transpirar rampa acima até à Ermida da Nossa Senhora dos Milagres onde Oásis Bomcar, concessionário BMW em Leiria, permitia relaxar e refrescar a garganta.

Próximo destino: Góis! Palco de uma das mais agradáveis concentrações nacionais, o espaço junto ao rio Ceira onde está a nova e belíssima sede do Góis Moto Clube, acolheu a última paragem antes da entrada na Mata Nacional do Bussaco, onde apenas houve tempo para vislumbrar pequena porção dos 105 hectares murados. Local do último controlo do dia, feito por soldados napoleónicos mesmo em frente ao Palace Hotel e pouco depois de passagem à porta do Museu Militar. Visita possível graças ao apoio da Fundação Mata do Bussaco, com os sensibilizados motociclistas a retribuírem com importante apoio que ajudará a manutenção de tão importante património botânico. Tempo ainda para apreciar, do lado de fora, o palácio construído a partir de 1885 e que desde 1917 é considerado como um dos mais românticos e belos hotéis do Mundo, antes de descer até ao Luso, com palanque instalado mesmo junto à fonte da não menos famosa água. Local onde a associação de hoteleiros e amigos do Luso, Aqua Cristalina preparou agradável festa para a receção de todos os participantes, portugueses, espanhóis, suíços, italianos, polacos, sul-africanos, eslovenos, brasileiros, angolanos e de outras nacionalidades.
 

Mototurismo de eleição desde a fonte da água do Luso até à nascente das Pedras Salgadas
 

Com promessas de uma tirada mais tranquila, com mais e maiores pausas ao longo do dia, a ligação entre o Luso e Vila Pouca de Aguiar, ou melhor junto mesmo à nascente da água das Pedras Salgadas, cumpriu expectativas de ritmo mais mototurístico. Ainda assim, jornada exigente por força de percurso com poucas rectas e muitas, imensas curvas ao longo dos pouco menos de 300 quilómetros que ligam as mais famosas águas termais portuguesas. Em dia que nada nem ninguém meteu água…

Tempo de rumar mais para interior do mapa nacional, com forte nevoeiro matinal a impedir desfrutar na plenitude da luxuriante serra do Bussaco, conferindo aura de ambiente quase místico, que se acentuaria na lagoa da Barragem da Aguieira. Arranque ao longo da curvilínea estrada N234 que haveria de levar a caravana, ainda meio ensonada, até Mortágua e daí até Santa Comba Dão. Terra «colocada no mapa» pelo seu cidadão mais conhecido, António de Oliveira Salazar, figura incontornável da História de Portugal, com direito a conhecer o local onde nasceu e o sítio onde jaz o estadista.

Animação bem maior em São João de Areias onde os motociclistas foram brindados com espetáculo de qualidade realmente surpreendente. A Khaganiço Orchestra é uma banda que permite aos jovens músicos da Sociedade Filarmónica Fraternidade de S. João de Areias experimentarem novos caminhos, extrapolando a formação musical mais clássica com bem conseguidos arranjos de muitos sucessos. “Hits” portugueses como internacionais, reformulados sempre com recurso aos instrumentos mais habituais numa orquestra filarmónica do que em banda pop ou rock. Pelo caminho, oportunidade para dar os bons-dias aos habitantes acordados por tão madrugadora algazarra que, estremunhados e plenos de curiosidade, não hesitaram em sair da cama em pijama para acenar aos aventureiros que passavam.

Foi preciso chegar às Minas da Urgeiriça, que ainda tem mais de 300 toneladas de urânio armazenadas e um túnel de quatro quilómetros até Nelas, para começar a vislumbrar o sol que haveria de acompanhar a bem disposta turba até ao norte de Portugal. Céu limpo para melhor apreciar a espantosa vila de Santar, uma das que no nosso País possui maior número de solares e casas brasonadas, incluindo o Paço dos Cunhas, galardoado em 2009 como melhor local de enoturismo em solo nacional e onde estava instalado o Oásis da Yamaha. Penalva do Castelo e Satão foram os pontos seguintes no mapa da edição 2016 do Portugal de Lés-a-Lés, com nova e rápida estrada até à surpreendente praia fluvial em Vila Cova à Coelheira. Onde a beleza do rio Covo é engrandecida com muito aprazível espaço envolvente, onde a Antero, concessionário BMW em Vila Nova de Gaia, acolheu os mais de 1650 mototuristas. E, não fosse o diabo tecê-las, contou com a ajuda de «duas» nadadoras salvadoras, no mais puro estilo Bay Watch (ou Marés Vivas, que para o caso vai dar ao mesmo…) que ofereciam a possibilidade de tirar uma fotografia em todo o seu esplendor ao mesmo tempo que colocam mais um furo na tarjeta que atesta o cumprimento da totalidade do percurso da grande maratona.

Mais surpresas em insuspeita aldeia de nome Pendilhe onde os canastros, variante em madeira de construção para guardar o milho e também conhecidos por espigueiros, e o museu propositadamente aberto ao sábado para visitantes motociclistas, anteciparam agradável petisquice de bola de carne e outras joias da culinária regional. Com frondosa vegetação a fazer questionar se ainda seria o mesmo País da Albufeira que viu partir os motards, lá foi o trajeto alternando entre a omnipresente N2 e muitas outras estradas de nome (perdão, número…) menos sonante mas nem por isso menos entusiasmantes. Lazarim, mesmo sem os caretos que por ali animam o Entrudo mas com os amigos do Moto Clube de Prado; Lalim e as suas casas brasonadas; ou Dalvares e a Casa do Paço onde funciona o Museu do Espumante; foram aperitivos para nova visita à Ponte e Torre de Ucanha, fonte de inspiração para a Via Verde, criando as portagens há muitos séculos. Exemplo marcante do peso histórico da região é ainda o mosteiro de Salzedas, localidade que se destaca também pela surpreendente e muitas vezes esquecida judiaria medieval e onde foi possível entrar depois de pedir a chave à senhora do café em frente. Vá lá que os Moto Galos de Barcelos chegaram mais cedo e preparam tudo!

Atravessado o rio Douro na barragem da Régua, também conhecida como de Bagaúste, rumou a caravana em jeito de verdadeiro carrossel motorizado subindo as encostas durienses, com a ajuda do Moto Clube da Régua, em direção à Meca dos Xassos, onde a 23 e 24 de Julho se realizam as “3 Horas de Resistência de 50 cc”. Prova que mostra a enorme paixão que se vive em Fontes pelos desportos motorizados e que atrai dezenas de pilotos e milhares de espectadores, transformando por completo a pequena localidade do concelho de Santa Marta de Penaguião. E já que de corridas se fala, nota para a passagem no circuito de Vila Real, apreciando os últimos retoques, da pintura dos corretores de trajetória à colocação de rails e redes de segurança, a pensar na próxima jornada do Mundial de Carros de Turismo (WTCC) que chega à capital transmontana a 24 de Junho para intenso fim-de-semana de competição.

Ligação que colocou à prova as pequenas mas esforçadas cinquentinhas e até diversas 125 cc, com as íngremes subidas a Fontes e a escalada da serra do Marão pela menos conhecida e mais exigente das encostas. Do novíssimo túnel do Marão que completou a A4, apenas um rápido vislumbre que o Lés-a-Lés é passeio para outras estradas, recordando como se viajava em Portugal no tempo dos nossos avós.

Vias rodoviárias que, com renovado asfalto e uma ou outra alteração de traçado, foram utilizadas na caminhada até Vila Pouca de Aguiar, passando pelo vale de Jales, que já viveu dias de maior animação, quando o complexo mineiro ali laborava a todo o vapor na extração aurífera, e por deliciosa vegetação, dos muitos carvalhos aos pinheiros do Oregon. Vila que já se prepara para a partida da edição de 2017 do Portugal de Lés-a-Lés, faltando apenas confirmar a data exata que, como acontece desde 1999, será algures no mês de Junho. E daí até ao derradeiro palanque, instalado mesmo ao lado da nascente das águas das Pedras Salgadas, foi um saltinho, com direito a passeio para desentorpecer as pernas no Parque Termal, onde o Rei D. Carlos tanto gostava de passar largas temporadas. Agora foram os motociclistas reis e senhores deste espaço, ponto final de aventura intensa, com duas etapas bem diferentes, do longo esticão de Sul ao Centro no primeiro dia, ao mais requintado espírito mototurístico da ligação a Norte. Mas sempre com o entusiasmo que só o Portugal de Lés-a-Lés consegue despertar.

Fonte: O Gabinete de Imprensa 18.º Portugal de Lés-a-Lés/Parceria Notícias do Pedal
 

“RIDER - PASSEIO DE MOTOS CLÁSSICAS RECEBE PARTICIPANTES DE VÁRIOS PONTOS DA EUROPA”

Evento de três dias conta com número recorde de participantes

Caramulo, 14 de Junho de 2016 – A sexta edição do Rider – Passeio de Motos Clássicas, organizado pela EDC – Associação de Eventos do Caramulo em parceria com o Museu do Caramulo, está de volta e não pára de crescer, prometendo muitas surpresas para os seus participantes.

Para a edição deste ano, a organização preparou um conjunto de novidades como o passeio especial de Sexta-feira, informal e livre, que pretende dar a conhecer mais um recanto da região Centro de Portugal. O Rider passa, assim, a contar com mais um dia na estrada, num total de três dias de viagem, com um denominador comum: o ponto de partida e chegada é sempre o Museu do Caramulo. A inscrição em cada um dos dias, ou nos três dias do passeio, é absolutamente opcional.

Haverá ainda um capacete vintage para sortear entre os participantes inscritos, oferta da CMS Helmet, empresa portuguesa que se dedica ao fabrico de capacetes caracterizados pelo seu design, singularidade e conforto, conferindo aos capacetes os mais elevados níveis de homologação.

Até ao momento, o Rider conta com cerca de 50 participantes inscritos, o maior de sempre, e de proveniências diversas como Espanha, França, Reino Unido ou Holanda, mostrando que o evento já se começa a afirmar além fronteiras.

Se pretende juntar-se ao grupo, saiba que ainda é possível fazer a sua inscrição, utilizando a ficha que se encontra disponível para download em www.rider-caramulo.com.

Este evento conta com o apoio do Museu do Caramulo, da Câmara Municipal de Tondela, da MotoCiclismo Clásico, do Jornal dos Clássicos, CMS Helmets e do banco BPI.

Fonte: Museu Caramulo/Parceria Noticias do Pedal

“RP-Boavista regressa à Route du Sud”

#RDS2016 : 5 étapas, 642 km, 15 equipas. De 16 a 19 de junho!

 

Pelo terceiro ano consecutivo, a RP-Boavista vai alinhar na LA ROUTE DU SUD CYCLISTE - LA DEPÊCHE DU MIDI, prova internacional do escalão 2.1 Europe Tour. A competição francesa, com transmissão televisiva na Eurosport, terá cinco etapas a disputar na região dos Pirenéus. Para um dos mais importantes compromissos do ano, a RP-Boavista vai alinhar com os seus principais trepadores, numa equipa jovem e com a ambição de discutir os lugares do top-10. No ano passado, Alberto Gallego foi um dos principais animadores da corrida conquistada por Alberto Contador, tendo Frederico Figueiredo (9.º) e David Rodrigues (22.º) surgido nos momentos decisivos da prova. A RP-Boavista viajou esta manhã para França e, quinta-feira, inicia a participação na #RDS2016. 

Para esta corrida foram escalonados os seguintes atletas: Frederico Figueiredo, David Rodrigues, Jacobo Ucha, Victor Etxeberria, Carlos Jimenez, Pablo Guerrero e Guillaume Almeida. 

"Apostamos nos corredores mais jovens numa corrida que apresenta um perfil montanhoso e na qual temos tido resultados de sucesso. A equipa está motivada e esta prova cumpre a filosofia competitiva da RP-Boavista: estar presente nas melhores provas e permitir aos corredores mais jovens destacarem-se a nível internacional" resumiu o diretor-desportivo José Santos. 

 

Historial

Em 2016 disputa-se a 40.ª edição da Route du Sud, prova inscrita no Europe Tour desde 2001, na categoria 2.1, a mesma da Volta a Portugal. Tal como a prova portuguesa, a Route du Sud tem na sua popularidade um dos pontos-chave, dado que à tradição une-se as dificuldades montanhosas próprias dos Pirenéus e, sobretudo, mede-se a forma daqueles que irão disputar a Volta a França. Em 2015, o triunfo à geral foi pertença do espanhol Alberto Contador num emocionante duelo travado com Nairo Quintana. A RP-Boavista participou na prova tendo colocado dois ciclistas nos dez primeiros, o espanhol Alberto Gallego (7.º) e Frederico Figueiredo (9.º) , o seu melhor classificado. No palmarés da prova, o francês Gilbert Duclos-Lassalle, com três triunfos, é o recordista de vitórias. A França, sem surpresa, é a nação dominadora com 18 triunfos.

 

Últimos vencedores

2015 - Alberto Contador

2014 - Nicolas Roche

2013 - Alberto Contador

2012 - Nairo Quintana

2011 - Vasil Kiryienka 

2010 - David Moncoutié

2009 - Przemyslaw Niemiec

2008 - Daniel Martin

2007 - Oscar Sevilla

2006 - Thomas Voeckler

2005 - Sandy Casar

 

As etapas

2016-06-16   1.ª etapa - Saint-Pont-de_Thomieres › Bessieres                               196 km

2016-06-17   2.ª etapa - Saint-Pierre-de-Trivisy › Albi                         92.4 km

2016-06-17   3.ª etapa  - Albi › Albi                                 13.4 km (C/r))

2016-06-18   4.ª etapa - Saint-Gaudens › Val d'Azur Couraduque                         184.9 km

2016-06-19   5.ª etapa - Gers › Astarac Arros en Gascogne                          154.8 km

 

Onde seguir

A  #RDS2016  contará com a transmissão em direto assegurada pela Eurosport. Os diretos terão início aproximado pelas 13h15 (hora portuguesa) e o final das etapas está agendado para as 15h30.

A prova tem um twitter - @RDSudOfficiel - e a hashtag oficial é #RDS2016. A corrida tem ainda presença no Facebook e no Youtube, além do seu site oficial http://laroutedusud.fr/

Fonte: Radio Popular

“João Silva sem bicicleta falha WTS em Leeds”

Triatleta do Benfica chegou a viajar

Ana Paula Marques

Foto: Pedro Simões

João Silva sofreu um contratempo que o impediu de participar em mais uma etapa do Mundial (WTS), que ontem decorreu em Leeds, Inglaterra. O triatleta do Benfica chegou a viajar, mas deparou-se com um problema: não tinha bicicleta e restante material para competir. "Perderam o material no aeroporto e não consegui encontrar solução", explicou-nos o triatleta, um dos três portugueses que competirá no Rio’16. Os outros são João Pereira e Miguel Arraiolos.

A prova de Leeds era mais uma na preparação para os Jogos Olímpicos, havendo ainda outras duas oportunidades para aferir a forma antes do grande objetivo do ano: em Estocolmo (Suécia) e Hamburgo (Alemanha), ambas em julho.

Seja como for, João Silva falhou em Leeds um importante teste, até pelo valor dos adversários. Em Inglaterra estiveram, entre outros, os irmãos Brownlee, referências do triatlo britânico, e o espanhol Javier Gomez Noya, recente campeão da Europa em Lisboa. O triunfo foi para Alistair Brownlee, campeão olímpico em Londres’12, com o irmão Jonathan (bronze em Londres’12) em 2º. Noya foi 4º.

Fonte: Record on-line

“ASFIC obteve o 3.º lugar por equipas no Gerês Granfondo”

Decorreu no dia 12 de junho, o Gerês Granfondo, prova organizada e bem pelo antigo ciclista Manuel Zeferino e que dá a oportunidade a todos os praticantes e amantes deste desporto de viverem por dentro um grande evento de ciclismo, as emoções e o desafio proporcionados pelo único cenário numa das paisagens mais bonitas de Portugal Continental.
A prova teve partida e chegada na vila de Gerês, desenrolando-se para Nascente, passando também pelos concelhos de Vieira do Minho e Montalegre, atravessando o Parque Nacional Peneda-Gerês, as barragens de Salamonde e as Lagoas do Tahiti.
A prova foi composta por três percursos, o maior e mais duro de 156 km com 2700m de acumulado de subida, o médio de 95Km com 1900m acumulado de subida, e o mini de 60Km com 1300m acumulado de subida, tendo os atletas da equipa riomaiorense ASFIC participado na prova mais longa.
Aberta a todos os ciclistas, participaram neste prova cerca de 2.000 atletas, tendo a equipa de Rio Maior feito se representar pelos ciclistas Rui Rodrigues, Humberto Careca, Hélder Pereira, Jorge Letras e João Portela.
A corrida teve inicio às 09h00, com os primeiros 7 km neutralizados dando-se a partida real ao mesmo tempo que se iniciou a primeira subida do dia e logo a um ritmo alucinante. O ritmo imposto inicialmente levou logo ao fracionamento do pelotão em vários grupos, tendo nesse momento se dado uma fuga com 3 elementos, entre eles o atleta da ASFIC Humberto Careca, tendo o trio chegado a ter mais de 3 minutos de vantagem.
O pelotão foi rolando com ritmos inconstantes até chegar aos últimos 35 km, quando os ataques foram sendo mais fortes e as dificuldades do terreno também iam aumentando juntamente com o desgaste físico.
A 15 km da meta o ciclistas eram confrontados com duas subidas, que embora curtas eram exigentíssimas com rampas a chegar aos 17%. O atleta da ASFIC Humberto Careca acusou algumas dificuldades físicas e acabou por ser absorvido pelo grupo perseguidor, que entretanto tinha conseguido escapar ao pelotão e onde se encontrava o seu companheiro de equipa Rui Rodrigues.
O grupo perseguidor chegou assim ao fim, mas faseado, tendo Rui Rodrigues cortado a meta no 8.º lugar da geral e 3.º no seu escalão. João Portela terminou liderando o pelotão na 14.ª posição e 7.º no seu escalão, Helder Pereira foi 23.º e 13.º no escalão, Humberto Pereira Careca 44.º e 23.º no escalão. Jorge Letras, além de ter arrancado numa posição muito atrasada ainda teve o azar de uma avaria mecânica que o impossibilitou de uma melhor prestação, alcançando o 71.º lugar e 40.º no escalão.
Os excelentes resultados obtidos pelos ciclistas da ASFIC Grupo Parapedra / Dinazoo / Riomagic permitiram à equipa alcançar a 3.ª posição e a consequente subida ao pódio.
A direção da equipa dedica este resultado aos seus patrocinadores e a todas as pessoas que de alguma forma ajudam o clube, frisando que “hoje longe de Rio Maior provámos, uma vez mais, que esta grande equipa e a aposta nela, por parte dos patrocinadores não tem sido infrutífera”.
Fonte: ASFIC - GRUPO PARAPEDRA /DINAZOO / RIOMAGIC
 

“TRIATLO DE PENICHE”

4 Títulos no Campeonato Nacional Triatlo Grupo de Idades

JOANA MIRANDA sagrou-se Campeã Nacional de Triatlo no Grupo de Idades 16-17 anos na prova pioneira do Triatlo em Portugal, o Triatlo de Peniche. Foi a 33ªedição desta prova, que se realizou na passada sexta-feira, dia 10/junho, e aonde foram alcançados mais títulos de relevo nacional por parte dos triatletas torrejanos em representação da Escola de Triatlo do Clube de Natação de Torres Novas. Carolina Serra e Ricardo Batista, sagraram-se Vice-campeões Nacionais no Grupo de Idades 16-17 anos, e o mesmo título também foi alcançado por Marco Sousa, no Grupo de Idades 40-44 anos. Ainda neste Grupo de Idades, mas em femininos, Catarina Neves subiu ao pódio no 3ºlugar.

Este triatlo foi disputado por todos os Grupos de Idade, em distância Sprint com o parque de transição instalado junto ao porto de Peniche, aonde foi realizado o segmento de natação com uma volta de 750m, seguido pelo percurso de ciclismo bastante exposto ao vento, composto por 3 voltas em torno de Peniche num total de 21,5kms, e de um percurso com 5.000m de corrida em 2 voltas no centro da cidade.

Nesta prova única do Campeonato Nacional de Triatlo Grupo de Idades, participaram ainda pela equipa torrejana, Mariana Correia nos 16-17 anos, que alcançou o 7ºlugar, André Rodrigues, Afonso Silva e Miguel Moreira, foram 9º, 12º e 13ºclassificados, André Antunes, nos 35-39 anos, terminou na 18ªposição, e Gonçalo Neves, no seu regresso à competição, foi 7ºclassificado no Grupo de Idades 45-49 anos. Rafael Marques nos 18-19 anos, também terminou a sua prova, mas foi desclassificado por não parar no “Pit Stop” para cumprir uma penalização de 10 segundos.

“AQUATLO DO ARRIPIADO (CHAMUSCA)”

Jovens torrejanos continuam a dominar os pódios…

Na manhã de domingo, dia 12/junho realizou-se a 7ªetapa do Campeonato Nacional de Triatlo Jovem, o Aquatlo do Arripiado na Chamusca, uma prova constituída apenas por 2 segmentos, um de natação que variou entre os 50m e 300m, e outro de corrida com distâncias entre os 400m e 2000m.

A ESCOLA DE TRIATLO DO CLUBE DE NATAÇÃO DE TORRES NOVAS conseguiu um excelente 2ºlugar por equipas entre 30 clubes participantes, e dominou também mais uma vez, individualmente os lugares cimeiros dos pódios masculinos.

A primeira subida ao pódio foi a do Benjamim FRANCISCO CARVALHO no 2ºlugar, PEDRO AFONSO SILVA e JOÃO NUNO BATISTA alcançaram os 1º e 3ºlugares em Infantis, e JOSÉ PEDRO VIEIRA também venceu a sua prova em Juvenis.

Mas houve mais atletas torrejanos a destacarem-se nesta prova, e todos a contribuírem para a pontuação da sua equipa. Ana Julia Marques, foi a única menina Benjamim torrejana presente, chegou na 6ªposição, enquanto nos masculinos, David Marques alcançou o 4ºlugar, Rodrigo Viegas e Miguel Gameiro foram 19º e 21ºclassificados.

Nos Infantis, esteve ainda em acção, Vasco Santos que terminou no 11ºlugar, e nos Iniciados, Duarte Santos foi 5ºclassificado, logo seguido por Gustavo do Canto que foi 6º, e João Graça que concluiu a sua prova na 11ªposição.

As meninas Juvenis torrejanas também estiveram presentes neste Aquatlo. Ana Margarida Silva foi 19ªclassificada e Beatriz Neves chegou na 33ªposição.

Por último, disputou-se a prova dos Juvenis masculinos, com José Pedro Vieira a vencer bem destacado esta prova, Luis Carvalho a terminar na 29ªposição, Daniel Rodrigues e Guilherme Marques a serem 46º e 52ºclassificados, respectivamente.

A próxima prova será a 4ªetapa do Circuito Portugal Tour de Biatle, sendo simultaneamente a prova do Campeonato Nacional de Biatle, e realiza-se em Abrantes no dia 25/junho, numa organização da Federação Portuguesa de Pentatlo Moderno.

Fonte: ESCOLA DE TRIATLO DO CLUBE DE NATAÇÃO DE TORRES NOVAS