sexta-feira, 25 de março de 2016

“Kwiatkowski bate Sagan em duelo de campeões em Harelbeke”

Foto: EPA/NICOLAS BOUVY

A contratação mais sonante da Sky para 2016 impôs-se na especialidade do atual campeão do mundo.
O polaco Michal Kwiatkowski levou hoje a melhor num duelo de campeões do mundo, ao bater ao ‘sprint’ o eslovaco e favorito Peter Sagan (Tinkoff), para dar à Sky a segunda vitória seguida na ‘clássica’ E3 Harelbeke, na Bélgica.
Na primeira prova do WorldTour com troços empedrados, a contratação mais sonante da Sky para 2016 impôs-se na especialidade do atual campeão do mundo, depois de ambos se terem isolado a 30 quilómetros da meta, numa prova em que o único português presente, Nelson Oliveira (Movistar), foi 45.º, a quase de sete minutos.
Peter Sagan, vencedor da E3 Harelbeke em 2014, registou o seu segundo posto na ‘clássica’ que antecede a Gent-Wevelgem e o Paris-Roubaix, todas conhecidas pelos difíceis setores de ‘pavé’. O eslovaco terminou a quatro segundos, visivelmente incapaz de responder à aceleração final de Kwiatkowski, campeão do mundo em 2014, que completou os 206,4 quilómetros em 4:49.34 horas.
"Juntamente com Michal Kwiatkowski fui o mais forte do dia. Estiveram a gritar-me aos ouvidos que os perseguidores estavam a apanhar-nos. Dei tudo o que tinha para que a fuga vingasse e não tive forças para o ‘sprint’”, explicou o eslovaco no final.
Sagan era o mais interessado em manter as distâncias para o grupo perseguidor e esteve durante maior período a liderar a fuga, fator de desgaste que Kwiatkowski aproveitou para arrebatar o primeiro triunfo pela Sky: "Estive protegido pelos meus companheiros, mas sabia que estava com condições para ir numa fuga para a vitória".
A Sky consegue reeditar a vitória de 2015, em Harelbeke, na altura com o britânico Geraint Thomas, vencedor do Paris-Nice e da Volta ao Algarve desta temporada, aumentando a liderança do 'ranking' de equipas, sobre a BMC, de um para 130 pontos.
O britânico Ian Stannard (Sky) completou o pódio, terminando à frente dos favoritos, o suíço Fabian Cancellara (Trek), vencedor por três vezes, e do belga Tom Boonen (Etixx-QuickStep), detentor de um recorde de cinco vitórias.
Cancellara teve uma avaria que o colocou a minuto e meio do pelotão e viu-se incapaz de alcançar a fuga que se gerara ainda com o suíço fora do grupo principal, terminando, ainda assim, no quarto posto.
A prova ficou ainda marcada por 90 desistências e um dos potenciais vencedores Greg Van Avermaet, vencedor do Tirreno-Adriático, não alinhou à partida por problemas digestivos.
Nelson Oliveira, que só na quinta-feira se juntou à equipa, acabou em 45.º, a 6.54 minutos do vencedor, depois de ter estado em risco de não participar na prova por falta de ligações aéreas para a Bélgica, na sequência dos atentados de terça-feira em Bruxelas.
A prova belga, que esteve para ser cancelada por falta de condições de segurança, homenageou as vítimas do atentado terrorista de Bruxelas, com um minuto de silêncio antes da partida.
Fonte: SAPO Desporto c/Lusa

“Benoit Sinner passa a liderar Volta à Normandia”

Foto: KENZO TRIBOUILLARD / AFP

Fábio Silvestre caiu uma posição para 31.º e está a 47 segundos.
O ciclista francês Benoit Sinner (Armée de Terre) venceu hoje ao 'sprint' a quarta etapa da Volta à Normandia e passou a liderar a prova francesa.
Os 159 quilómetros com início e fim em Bagnoles de l'orne foram cumpridos por Sinner em 3:40.19 horas, impondo-se aos compatriotas Romain Bacon, com o mesmo tempo, e Thibault Ferasse, seu colega de equipa, que chegou a cinco segundos.
O português Fábio Silvestre (Leopard) foi 12.º a 18 segundos, integrando o pelotão liderado pelo belga Timothy Dupont, quarto classificado, que tinha vencido a tirada de quinta-feira.
Benoit Sinner comanda agora com um segundo de avanço para o ex-líder Olivier Pardini, enquanto o holandês Martijn Tusveld (Rabobank) caiu uma posição para terceiro, embora esteja agora a apenas cinco segundos da amarela.
Fábio Silvestre caiu uma posição para 31.º e está a 47 segundos.
No sábado, os ciclistas cumprem 180 quilómetros entre Trévières e Villedieu-les-Poeles
Fonte: SAPO Desporto c/Lusa

“Poels ganha isolado e dá primeiro triunfo na Catalunha à Sky”

Foto: AFP

O holandês, vencedor da Volta à Comunidade Valenciana em fevereiro, aproveitou a distância para o primeiro da classificação para se colocar na fuga do dia.
O ciclista holandês Wouter Poels (Sky) venceu hoje a quinta etapa da Volta à Catalunha, chegando isolado à meta colocada em Valls, para somar o quarto triunfo da época, enquanto o colombiano Nairo Quintana conservou a liderança.
O holandês, vencedor da Volta à Comunidade Valenciana em fevereiro, aproveitou a distância para o primeiro da classificação (mais de dez minutos) para se colocar na fuga do dia. Depois, a 15 quilómetros da meta, acabou por ganhar vantagem numa subida de segunda categoria e controlou o avanço, suficiente para vencer com o tempo de 3:59.03 horas.
A 11 segundos, chegou o grupo perseguidor composto por três ciclistas. O italiano Dario Cataldo foi segundo (Astana) e o belga Gaetan Bille (Wanty-Groupe Gobert) completou o pódio, com um avanço de 22 segundos para um pelotão com mais de 50 ciclistas.
Apesar de muito movimentada, a ligação de 187 quilómetros, entre Rialp e Valls, não teve ataques que ameaçassem a liderança de Nairo Quintana (Movistar). O espanhol Alberto Contador (Tinkoff) conseguiu, no entanto, reduzir de oito para sete segundos a distância para o líder, ao conquistar bonificação num 'sprint' intermédio.
O australiano Richie Porte (BMC) é terceiro, a 17 segundos, e o irlandês Daniel Martin (Etixx-QuickStep) permanece em quarto, agora a 21 segundos, depois de também lograr três segundos de bonificação.
Poels contribuiu para a primeira vitória da Sky na presente edição, quando o líder britânico Christopher Froome se encontra longe do pódio, com o oitavo posto, a 46 segundos.
André Cardoso, o único português em prova, foi 96.º, a 2.49 minutos do vencedor, descendo de 33.º para 37.º classificado.
A ligação entre Sant Joan Despi e Vilanova i la Geltru, de 197 quilómetros, será a sexta, e penúltima etapa, e terá duas contagens de montanha, ambas distantes da meta, possibilitando uma chegada em pelotão compacto.
Fonte: SAPO Desporto c/Lusa