terça-feira, 1 de março de 2016

“Turismo reclama transmissão televisiva internacional da Volta ao Algarve”

Retorno "brutal" poderia ser alcançado com 300 mil euros
Autor: Lusa
Foto: Filipe Farinha
A transmissão televisiva internacional da Volta ao Algarve em bicicleta pode representar um retorno económico "brutal" para a região, consideraram esta terça-feira representantes do Turismo e da organização da prova, que reclamam apoio do Estado para assegurar a transmissão. Para que a prova possa ser transmitida pela televisão será necessário investir um montante de 200 a 300 mil euros, explicou à Lusa o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), Desidério Silva, verba que poderia ser reunida se houvesse um investimento concertado entre agentes públicos e privados.
Segundo disse à Lusa o líder da maior associação hoteleira da região, Elidérico Viegas, os seus associados já se mostraram disponíveis para colaborar, criando contrapartidas que permitam libertar verbas à organização, por exemplo, na área do alojamento, criando, assim, condições para que a Volta ao Algarve possa promover a região na época baixa.
O presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, acredita que a prova desportiva é um evento capaz de integrar a estratégia de eventos que promovem o Algarve enquanto destino turístico, particularmente na época baixa, combatendo a sazonalidade. Ao fim de 42 edições, a prova - que terminou há uma semana -, tem vindo a ganhar espaço no calendário competitivo europeu, atraindo ciclistas de alto nível para o Algarve, região que o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) descreve como "um dos maiores segredos por desvendar" na Europa para a prática desportiva ao ar livre.
"É óbvio que [a transmissão televisiva] é um investimento que poderá ter um retorno brutal para o Algarve, porque vai promover uma região turística de excelência que, no inverno, tem um clima excelente para a prática desportiva, particularmente para os desportos de ar livre", observou à Lusa o presidente daquela federação, Delmino Pereira.
De acordo com aquele responsável, o ciclismo "é uma das modalidades mais utilizadas para a promoção territorial dos países e das regiões", razão pela qual a recetividade demonstrada por canais televisivos para a transmissão da prova é uma oportunidade a agarrar, mas que deverá contar com o investimento de agentes públicos e privados.
Este ano, foram publicadas mais de 500 notícias sobre a Volta ao Algarve, em 27 países, nomeadamente, na África do Sul, Alemanha e nos Estados Unidos da América, de acordo com dados publicados no portal eletrónico da prova.
Desidério Silva sublinhou que tem vindo a alertar os secretários de Estado da Juventude e Desporto e do Turismo para a necessidade de a prova ser transmitida e, para reforçar os seus argumentos, até pediu à organização um estudo pormenorizado que relate a dimensão e as mais-valias que a prova pode ter em termos desportivos, turísticos e financeiros para a região e para país. "Estou convicto de que estão reunidas as condições [para que a prova seja transmitida no próximo ano] face à prova deste ano, face ao conjunto de ciclistas que lá estiveram e face à mensagem e informação que passou e a qualidade das estradas, do clima e da segurança da prova", afirmou.
Na passada semana, os deputados do PSD eleitos pelo Algarve anunciaram que irão apresentar um conjunto de propostas e questões ao Governo para aferir em que medida o Ministério da Economia estará disponível para empenhar-se para que, nas próximas edições, se garanta a transmissão televisiva internacional.
A última vez que a prova foi transmitida na televisão por um canal internacional foi em 2012.
Fonte: Record on-line

“Seleção Nacional/Liberty Seguros/ Mundial de elite”

Gémeos Oliveira trabalham para evoluir no Mundial de elite
A Seleção Nacional/Liberty Seguros de pista inicia, nesta quarta-feira, a participação no Campeonato do Mundo de elite, que decorre em Londres, até domingo. Portugal estará representado pelos gémeos Ivo e Rui Oliveira.
O primeiro a entrar em pista, já no primeiro dia de competição, é o repetente Rui Oliveira. O jovem gaiense volta a participar na prova de scratch, na qual conseguiu a 16.ª posição no ano de estreia, em 2015.
“Queremos superar o que fizemos há um ano. Vamos trabalhar para conseguir ficar dentro dos 12 melhores do mundo. Se conseguirmos melhor do que o 16.º de 2015, ótimo, mas a meta é ir mais além. Chegar aos 12 primeiros significa atingir um patamar de qualidade superior. Temos qualidade para chegar a essa meta”, afirma o selecionador nacional, Gabriel Mendes.
A prova de scratch corre-se na quarta-feira, cerca das 19h30. Ivo Oliveira terá de esperar até às 20h30 de sexta-feira para estrear-se em campeonatos do mundo de elite. Só nessa altura entrará em pista para defrontar os melhores especialistas internacionais na corrida por pontos.
“O Ivo fará a sua estreia, não tem a mesma experiência, a este nível, do irmão. Está num processo de desenvolvimento, ainda tem muito a progredir. Ficar nos 15 primeiros será um bom resultado. Para o alcançar será necessário pontuar em pelo menos um dos 16 sprints da corrida”, avalia Gabirel Mendes.
O selecionador entende que o Campeonato do Mundo será uma oportunidade para “adquirir mais experiência e evoluir do nosso patamar atual. Os resultados que nos propomos atingir são aqueles que, neste momento, consideramos realistas”.
Fonte: FPC